Tutúia é o grande homem dos século XX e XXI. Dono de um profundo conhecimento sobre a natureza humana, dotado de uma inteligência fora do normal, è possuidor dum caráter excepcional, duma personalidade ímpar. É humilde, bonito,duma beleza incandescente, dessas que fazem as pessoas à sua volta o desejarem tão somente se aproximem dele.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 11 de outubro de 2007
Quem quer que tenha acompanhado as minhas aulas sobre a “teoria dos quatro discursos” – e, graças à internet, é um bocado de gente, a esta altura – sabe que uma das principais dificuldades na arte da palavra é a mudança de clave do discurso poético para o retórico. Ninguém faz isso direito, porque a primeira das duas modalidades está focalizada na exteriorização de percepções íntimas, a segunda no manejo deliberado das reações do ouvinte ou leitor. Expressão é uma coisa, persuasão é outra. Nos dois casos, trata-se de criar uma verossimilhança, mas a verossimilhança poética é pura coerência entre imagens, a retórica um acordo bem dosado entre o que você quer dizer e o que o público quer ouvir. Por isso o discurso poético se dirige a um auditório geral e indefinido, abrindo-se à multiplicidade imprevisível das interpretações que lhe dêem, ao passo que o retórico se dirige a uma platéia em particular, permanecendo ineficaz sobre as demais, exceto se ouvido como mera produção poética, desligada dos fins práticos a que visava originalmente.
Daí o fenômeno, tão repetidamente comprovado, de que o artista narrador, seja no romance, no teatro ou no cinema, não tenha controle quase nenhum sobre o sentido político-ideológico da história que narra, o qual sentido não depende da narrativa em si, mas dos fatos do mundo exterior – remotos e fora do alcance do artista -- a que a platéia associe os episódios narrados, fazendo destes o símbolo daqueles.
Gênios do porte de um Stendhal ou de um Balzac não venceram essa dificuldade – por que deveríamos exigi-lo dos nossos miúdos cineastas tupiniquins? Todos eles são mais comunistas que a peste, mas isso não impediu que em “Central do Brasil” o menino perdido, fugindo do inferno urbano, encontrasse no Brasil rural os antigos valores que são a essência mesma do conservadorismo: a família, a religião, a segurança, o amor ao próximo. Nem que “Cidade de Deus” resultasse numa apologia do que pode haver de mais reacionário e pequeno-burguês: subir na vida por meio do trabalho honesto.
Agora, José Padilha é crucificado pela esquerda porque em “Tropa de Elite”, pela primeira vez, o cinema nacional mostra a violência carioca pelo ponto de vista da polícia, que é o dos cidadãos comuns, e não pelo dos bandidos, que é o da classe artística, dos “formadores de opinião” e do beautiful people esquerdista em geral. Padilha não fez isso porque queria, mas porque, tendo optado por uma narrativa realista, teve de ceder à coerência interna entre os vários elementos factuais em jogo, mostrando as coisas como elas aparecem aos olhos de qualquer pessoa que esteja boa da cabeça e não tenha se intoxicado nem de cocaína nem de Michel Foucault, como o fazem aqueles três grupos de criaturas maravilhosas. O resultado é que no seu filme os traficantes são assassinos sanguinários, os policiais corruptos são policiais corruptos, os policiais bons são homens honestos à beira de um ataque de nervos, os estudantes esquerdistas metidos a salvadores do país são clientes que alimentam o narcotráfico e mantêm o país na m.... Todo mundo sabe que a vida é assim, e é por isso que instintivamente todo mundo acha que descer a mão em bandidos, por ilegal que seja, é incomparavelmente menos grave do que o imenso concurso de crimes – guerrilha urbana, homicídios, seqüestros, assaltos, contrabando, corrupção política – que o narcotráfico traz consigo. Daí que, entre as razões do policial idôneo e as da bandidagem – que são as mesmas da esquerda iluminada --, o povo já tenha feito sua escolha: Capitão Nascimento para presidente.
terça-feira, setembro 04, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007
Janer Cristaldo I
DOIS QUARTOS PREOCUPANTES
O primeiro é do Reino Unido. Segundo as notícias, um quarto de todos os bebês do Reino Unido tem um pai estrangeiro. No ano passado ocorreram 735 mil nascimentos do país, contra 663 mil quatro anos antes. Em 2001, a percentagem de pais estrangeiros era de 20%. Hoje é de 25%. Segundo um porta-voz do United Kingdom Office for National Statistics, isto reflete o efeito cumulativo da imigração nos últimos 40 anos e todas as evidências são de que estas cifras persistam.
O problema não é exatamente que um quarto dos bebês tenha pais estrangeiros. O problema é que boa parte deste quarto tem pais muçulmanos. Há alguns meses, o mesmo organismo de estatísticas noticiava que o segundo nome mais popular entre os meninos nascidos na Inglaterra é Muhamad. Jack ainda está em primeiro lugar, mas isso não deve durar muito. O nome Aisha ocupa a 110ª posição entre os nomes mais populares para meninas. Os pais britânicos que batizaram seus filhos de Moahamed são em geral originários de Bangladesh, Índia, Paquistão e de países árabes. O nome muçulmano para os filhos é uma tentativa de reforçar os laços com a religião de origem.
Quando deixará o Reino Unido de ser majoritariamente britânico? O recenseamento de 2001 revelou que as famílias inglesas muçulmanas totalizam de 1,6 milhões de pessoas, ou seja, 8% do total da população. A taxa de natalidade dos britânicos é de 12,3 nascimentos por 1.000 habitantes. Entre os muçulmanos cresceu 12% nos últimos sete anos. Depois da França e da Alemanha, a comunidade muçulmana no Reino Unido é a terceira em tamanho na Europa. Analistas já aventam a hipótese de o Reino Unido tornar-se um país muçulmano. Até aí, problema dos britânicos. Para nós, o mais preocupante é o segundo quarto. O nosso.
Os jornais de hoje noticiam que o programa Bolsa Família atende quase um em cada quatro brasileiros, segundo estudo divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. De setembro de 2005 a março de 2007, o número de famílias atendidas cresceu 46,05%, passando de 7,6 milhões para 11,1 milhões. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o número de brasileiros beneficiados pelo programa - isto é, aquela gente toda que não trabalha e fica à espera da esmola estatal a cada fim de mês - hoje chega a 45, 8 milhões de habitantes.
Em outras palavras, o Brasil que trabalha está levando nas costas, em números aproximados,
- dois terços da França
- uma África do Sul
- quase toda uma Espanha
- duas Coréias do Norte
- quase três Chiles
- quatro Cubas
- mais de quatro Grécias ou Bélgicas
- cinco Suécias
- 7,5 Israéis
- nove Finlândias
- treze Uruguais
- Enviado por Janer @ 5:26 PM
Janer Cristaldo

MEUS PRAZERES PERVERSOS
Para começar, Lula assume como sendo obra sua o tal de Bolsa-Família. Em verdade, é a unificação de programas assistencialistas anteriores do governo Fernando Henrique, como o Bolsa-Escola, Vale-Gás, Bolsa-Alimentação. Em sua insciência, o Apedeuta quer agora comparar esmolas de fundo eleitoreiro com especialização no Exterior. O Bolsa-Família é esmola sem contrapartida. A formação de doutores no Exterior é sinônimo de importação de ciência, tecnologia, know-how. Há um retorno, um ganho em capital humano para o país. O único retorno do Bolsa-Esmola é o voto nas próximas eleições.
Bem entendido, há doutorados completamente inúteis, que só servem para desmoralizar o programa de bolsas no Exterior. São as bolsas concedidas a acadêmicos que vão estudar a obra de Machado de Assis ou Nelson Rodrigues em Paris ou Londres, que pretendem analisar o uso do pronome relativo na poesia de Fernando Pessoa ou os elementos cabalísticos na ficção de Guimarães Rosa. Isto, de fato, é dinheiro jogado no lixo. Sem falar nos doutorandos que passam quatro cinco anos no Exterior chuchando nas tetas do Estado e voltam de mãos vazias. Confesso nunca ter visto em minha vida qualquer punição imposta a esses universitários. Não falo em cadeia, afinal não mataram ninguém. Mas pelo menos perda do emprego e devolução do recebido. Denunciasse o Supremo Apedeuta esta corrupção universitária, eu - que o abomino - seria o primeiro a cumprimentá-lo.
Mas não. O analfabeto estabelece um paralelo esdrúxulo, algo como comparar laranjas com triângulos isósceles. Infeliz do país de Terceiro Mundo que não envia seus universitários aos grandes centros de formação. Mas isto está longe do alcance de um bruto que se gaba de ser monoglota e inculto. O pior é constatar que este bruto conta com a adesão da maioria da nação. O Brasil elegeu e reelegeu Lula? Se isto antes me indignava, hoje não me indigna mais. Estou inclusive espiritualmente preparado para um terceiro mandato. O Brasil votou nele? Então o merece. Triste é ver a parte sadia da nação ter de viver este carma. -
Enviado por Janer @ 12:34 PM
Extraído do blog de Janer Cristaldo
www.cristaldo.blogspot.com
terça-feira, agosto 07, 2007
Do orgulho
terça-feira, maio 15, 2007

segunda-feira, maio 14, 2007
O desepero da piedade

Cuba libre, Señor?

Raul Rivero, poeta cubano exilado na Espanha depois de dois anos preso em Cuba pelo crime de ter uma opinião contrária à do Presidente Fidel. Em entrevista concedida à revista Veja de 27 de junho de 2005
Perguntar não ofende!!!
segunda-feira, maio 07, 2007
Sorte do orkut-- Sorte?
A vontade das pessoas é a melhor das leis
=======================================
Que sorte de hoje mais irresponsável. Quer dizer que se uma pessoa tiver vontade de fazer mal a outra, pode fazer porque sua vontade é a maior das leis?
O orkut tem um filósofo formado por correspondência, ou, muito pior, discípulo de antônio gramsci.
terça-feira, maio 01, 2007
sábado, abril 28, 2007
Janer Cristaldo

MENTIRA COMPLETA 70 ANOS
Leio na Folha on line:
A população de Guernica, na Espanha, relembrou nesta quinta-feira, 26, o 70º aniversário dos bombardeios que destruíram a cidade durante a Guerra Civil espanhola (1936-39) com a nomeação de capital mundial da paz. O massacre, ocorrido em 1937, foi a inspiração de uma das obras primas do pintor Pablo Picasso, batizada com o nome da cidade.
Que a cidade de Guernica relembre os setenta anos do bombardeio, entende-se. O que não se entende é que o redator acrescente a informação de que o bombardeio inspirou "uma das obras primas do pintor Pablo Picasso". Esta mentira, criada por Picasso, se repete há décadas. Como a mentira se repete, vou também repetir-me.
Ora, os fatos são bem outros. Picasso havia pintado uma tela de oito metros de largura por três e meio de altura, intitulada La Muerte del Torero Joselito, plena de cores fúnebres, que iam do preto ao branco, em homenagem a um amigo seu, o toureiro Joselito, morto em uma lídia. O quadro ficara esquecido em algum canto de seu ateliê. Ao receber uma encomenda para o pavilhão republicano da Exposição Universal de Paris de 1937, Picasso lembrou do quadro. Foi quando, para fortuna do malaguenho, a cidade de Guernica foi bombardeada pela aviação alemã. Ali estava o título e a glória, urbi et orbi.
Uns retoques daqui e dali, e Picasso deu nova função ao quadro. No entanto, até hoje multidões hipnotizadas pela propaganda vêem em uma cena de arena, com cavalo, touro e picador, uma homenagem aos mortos de Guernica. Busque o quadro na rede e examine-o. Você não vai encontrar um único elemento que lembre um bombardeio.
Esta lenda até hoje é repetida, tanto por professores e jornalistas como por escritores de renome. De um só golpe de pincel, o pintor malaguenho traiu a memória do amigo e mentiu para a História.
- Enviado por Janer @ 5:19 PM
Texto retirado do blog:
www.cristaldo.blogspot.com
segunda-feira, abril 23, 2007
Perguntar não ofende, não é mesmo?

2. Por que o presidente do povo pode ter ensino fundamental
incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?
3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por
invalidez; aposentadoria de dep. federal, pensão vitalicia
de "perseguido político", salário de presidente de honra do PT e
salário de presidente da república?
4. Por que o presidente do povo é 'perseguido político' sendo que
passou apenas UMA noite no DOPS?
5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da
Embraer?
6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas
por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?
7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente
corruptos e nunca acontece nada com ele?
8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e
ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora
do Brasil?
9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep.
Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?
10. Por que o partido do presidente do povo tem ligações com as
FARC e ninguém comenta isto?
11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente
nada?
12. Por que o presidente do povo não sofreu impeachment como o
Collor sofreu?
13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José
Dirceu (dep. cassado) e Antonio Palocci (indiciado por quebra
ilegal de sigilo bancário e outros crimes) não o foram?
14. Por que o presidente do povo nunca soube das coisas ruins do
partido e do governo dele, MAS SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS
ANTERIORES???
Perguntas de autoria de Alexandre, extraídas da comunidade do orkut, CONSERVADORISMO.
quinta-feira, abril 19, 2007
domingo, abril 15, 2007

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial) , 10 de abril de 2007
A declaração escandalosa da ministra Matilde Ribeiro, incentivando abertamente a hostilidade dos negros aos brancos, não é um produto original da sua cabecinha oca. É o eco passivo de uma longa e ativíssima tradição cultural. Desde que Stalin ordenou que o movimento comunista explorasse todos os possíveis conflitos de raça e lhes desse o sentido de luta de classes, ninguém obedeceu talvez a essa instrução com mais presteza, fidelidade e constância do que os “cientistas sociais” brasileiros.
Praticamente toda a nossa produção universitária nesse domínio consiste num longo e barulhento esforço para instigar nos negros e mulatos o ódio retroativo não só aos senhores de escravos e aos descendentes de senhores de escravos, mas aos brancos em geral, inclusive os que lutaram pela libertação dos escravos, os que se casaram com pessoas negras, os que nunca disseram uma palavra contra a raça negra nem lhe fizeram mal algum. Todos esses, segundo a doutrina do nosso establishment acadêmico, são racistas inconscientes, virtualmente tão perigosos quanto Joseph Goebbels ou a Ku-Klux-Klan. Até os negros são um pouco racistas contra si próprios. Inocentes do crime de racismo, só mesmo os distintos autores desses estudos e os militantes das organizações inspiradas neles. Ou seja: ou você é um dos acusadores, ou é um dos culpados. Tertium non datur .
Um fluxo incessante de teses de mestrado e doutorado, fartamente subsidiadas pelo governo e por fundações internacionais bilionárias, jorra das nossas universidades para dar credibilidade a essa doutrina adorável. Os oito preceitos metodológicos que a fundamentam são os seguintes:
1. Atribuir à discriminação racial a diferença de padrão econômico entre negros e brancos, omitindo o fato de que entre a abolição da escravatura e o início da industrialização nacional transcorreram mais de quarenta anos durante os quais a população negra libertada se reproduziu incomparavelmente mais que o número de empregos disponíveis.
2. Mostrar os negros como vítimas predominantes de crimes violentos, sem perguntar se não são também predominantemente os autores desses crimes. Todo assassino, branco ou negro, é assim considerado a priori um instrumento da violência branca contra os negros.
3. Do mesmo modo, explicar toda violência policial contra negros como efeito do racismo branco, sem perguntar se os policiais que a cometeram eram negros ou brancos.
4. Mostrar os europeus sempre como escravizadores e os negros como escravizados, omitindo sistematicamente o fato de que as tropas muçulmanas, repletas de negros, invadiram a Europa e aí escravizaram milhões de brancos desde oito séculos antes da chegada dos europeus à África.
5. Explicar portanto a escravidão interna na África como mero efeito da escravidão européia, invertendo a ordem do tempo histórico.
6. Transformar cada raça em pessoa jurídica, titular de direitos, quando negra, e de responsabilidade penal, quando branca.
7. Dar por implícito que todo branco é culpado pelos atos dos senhores de escravos, mesmo quando não tenha um só deles entre os seus antepassados e mesmo que tenha chegado ao Brasil, como imigrante, décadas depois do fim da escravidão.
8. Lançar a culpa de tudo na “civilização judaico-cristã”, justamente a única que, ao longo de toda a história humana, fez alguma coisa em favor das raças escravizadas.
A palavra “viés” é delicada e sutil demais para qualificar a atitude mental que gera esses estudos. A sociologia das raças que se produz nas nossas universidades é puro material de propaganda, deliberadamente mentiroso e calculado para legitimar a violência revolucionária contra aquilo que o ex-governador Cláudio Lembo chamou de “elite branca cruel e egoísta”. Ciência social, no Brasil, é crime organizado.
sábado, março 24, 2007
O que realmente provoca a miséria do mundo
Aprendendo com o Dr. Johnson
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial) , 21 de março de 2007
O dr. Samuel Johnson, escritor maravilhoso e antepassado setecentista dos modernos conservadores, dizia que o teste definitivo de uma civilização está na sua maneira de tratar os pobres. Na sua época, ninguém tinha tido ainda a idéia brilhante de desvencilhar-se deles entregando-os aos cuidados da burocracia estatal. Essa idéia, mesmo que não seja levada à prática, já vale por um teste: ela mostra que a sociedade não sabe o que fazer com os pobres, não quer trato direto com eles e preferiria reduzi-los a mais um ítem abstrato, invisível e inodoro do orçamento estatal. Ela acha isso mais higiênico do que enfiar a mão no bolso quando eles pedem uma esmolinha e infinitamente mais palatável do que ter de conversar com eles quando têm o desplante de puxar papo na rua com S. Excia. o contribuinte. Na verdade o cidadão moderno desejaria chutar todas as suas responsabilidades para o Estado: ele não quer proteger sua casa, mas ser protegido pela polícia; não quer educar-se para educar seus filhos, mas entregá-los a técnicos que os transformarão em robôs politicamente corretos; não quer decidir o que come, o que bebe, o que fuma ou deixa de fumar: quer que a burocracia médica lhe imponha a receita pronta; não quer crescer, ter consciência, ser livre e responsável: quer um pai estatal que o carregue no colo e contra o qual ele ainda possa fazer birra, batendo o pezinho na defesa dos seus “direitos”. O Estado sorri, porque sabe que quantos mais direitos concede a esse cretino, mais leis são promulgadas, mais funcionários são contratados para aplicá-las, mais repartições burocráticas são criadas, mais impostos são cobrados para alimentá-las e, enfim, menor é a margem de liberdade de milhões de idiotas carregadinhos de direitos.
Essa civilização já se julgou a si mesma: constituída de moleques egoístas e covardes, ela não é capaz de se defender. Ao primeiro safanão mais forte, vindo dos comunistas, dos radicais islâmicos ou dos autonomeados governantes do mundo, ela se põe de joelhos abjurando lealdades milenares e prontificando-se a transformar-se no que o novo patrão deseje.
Nem todos, é claro, se acomodam tão bem a essa agonia deleitosa. Ainda há homens e mulheres de verdade, capazes de agir por si próprios, sem intermediário estatal, orgulhosos da sua liberdade. Eles sabem que a liberdade efetiva não tem nada a ver com “direitos” outorgados pela burocracia espertalhona. Sabem que a liberdade vem do coração e depende de símbolos inspiradores profundamente arraigados na cultura dos milênios. Quando são abordados por um pobre na rua, sabem que não estão diante de um problema administrativo. Não correm para esconder-se sob as saias da burocracia. Encaram o pobre como um igual temporariamente caído, merecedor de tanto carinho e atenção quanto eles próprios o seriam em circunstâncias análogas. Não hesitam em estender algum dinheiro ao infeliz, em conversar com ele, às vezes em assumir responsabilidade pessoal por tirá-lo da sua condição infame, dando-lhe trabalho, um abrigo, um conselho.
A sociedade já se condenou a si mesma quando virou o rosto aos pedintes, sonhando em transformá-los numa equação administrativa. Só homens e mulheres de verdade podem salvá-la da derradeira abjeção. Não hesito em incluir entre eles o sr. Fausto Wolff, que é burro, metido e comunista, mas, graças à boa influência da sua esposa, está se tornando gente. Olhem só o que ele escreveu no JB de 2 de janeiro:
“Minha mulher leva na bolsa R$ 10 em moedas para dar aos meninos que lhe pedem dinheiro para comer. Outro dia, contou-me uma história que comoveu este velho coração de granito. Um menino pretinho de cinco anos pediu-lhe dinheiro para comprar um pão. Ela disse-lhe: ‘Pois não, meu filhinho
querido’. O menino ficou com olhos cheios de lágrimas. Afastou-se e logo voltou e pediu mais dinheiro, mas, em verdade, o que queria era ouvi-la dizer que ele era querido. Logo, outros se aproximaram apenas para ouvir palavras carinhosas e se sentirem seres humanos. Em dez anos estarão queimando ônibus?”
É isso aí, sra. Wolff! Se todas as mulheres brasileiras ensinarem isso a seus maridos, um sorriso de esperança brilhará nos rostos de milhões de crianças deste país.
www.olavodecarvalho.org
domingo, março 11, 2007
Pra um bom entendedor...
"A sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e liberdade". (Milton Friedman)
quinta-feira, março 08, 2007
Coloco abaixo, para a apreciação de todas, a parte do referido texto que mais me atrai e que mais me parece condizente com a realidade da relação com tal droga.
E falo isso com conhecimento de causa.
Façam bom proveito do texto!
Menos devastadoras, mas não menos indesejáveis, outras ações prejudiciais à saúde de quem consome maconha regularmente são: esterilidade, falta de memória, tremor corporal, vertigens, taquicardia, alterações sensoriais e, se consumida em grandes quantidades, pode causar depressão.
Em algumas cidades (e Brasília, claro, é uma destas...), a saúde dos usuários está sujeita a riscos ainda piores, posto que os traficantes produzem a maconha em pedras, adulterando sua consistência natural - e sua composição química -, para o que se valem do uso de merla - um subproduto da cocaína - dissolvida em acetona, querosene, amônia e ácido de bateria automotiva (não, você não leu errado, é isso mesmo), e depois misturada à cannabis, assim formando uma 'paçoca' que pode levar o usuário a sofrer de um simples desmaio, passando por uma parada cardíaca, chegando, em casos mais extremos, a aneurisma cerebral(...)"
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Como ele mesmo diria: "Só os profetas enxergam o óbvio!".
A viuvez de sarong

domingo, janeiro 28, 2007
Nelson Rodrigues era um anjo!!!
Nelson era um anjo! Poucos o reconheceram como tal. Mas, creiam, ele era um anjo de verdade.
Nelson era dono de um imenso coração, um iluminado coração. Para conhecê-lo melhor, basta lê-lo em suas crônicas, em suas memórias. Recomendo as escritas entre 18 de fevereiro e 31 de maio, no Correio da Manhã. Nestas crônicas ou memórias, Nelson desvenda o grande homem que foi. Nos dá a dimensão da sua bondade, do seu humanismo à moda antiga (humanismo antigo, que morreu com a chegada da pós-modernidade e suas pós-modernagens), do seu caráter de anjo, pornográfico, mas anjo.
As crônicas escritas nesta época estão reunidas no livro: A menina sem estrela (companhia das letras).
Leiam e permitam-se conhecer um dos grandes brasileiros do século 20.
Leiam também o livro de Ruy Castro: O anjo pornográfico. Uma biografia de Nelson Rodrigues.
E que este anjo esteja mais presente no espírito do nosso tempo, pois estamos precisando. Creiam!!!!
sábado, janeiro 27, 2007
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Mário Quintana
Se eu fosse um padre
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!
Sagaz,
A experiência comunista/socialista ainda não deu certo porque pessoas como vc ainda teimam em não debater o assunto, talvez por medo ideológico ou por ser adépto do imperialismo praticado pela égide da bandeira tricolor americana.
Pense bem, raciocine um pouco.
Abraços.
Fevereiro 05, 2008 9:11 AM
Sagaz,
Não esqueça de perfumar também o local onde vc irá raciocinar.
Deve ser muito fedorento, como fedorenta deve ser a sua personalidade neo-capitalista.
Fevereiro 05, 2008 9:13 AM